quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

E a cada dia é uma nova surpresa.

Tenho uma agenda onde marco todos os momentos que considero importante. E a partir daquele dia, daquela noite melhor dizendo, o seu nome passou a ocupar o espaço de todas as folhas. E não podia ser melhor!

Tive minhas dúvidas, minhas preocupações, tive medo e fiquei surpresa com o primeiro convite, confesso. Mas também confesso que adorei, senti que valeu a pena, e entrei em casa com um sorriso estampado no rosto. Lembro que naquela noite dormi super bem, acordei de bom humor, e divulguei essa minha felicidade no twitter. Aliás, o twitter foi um aliado e tanto na construção dessa relação. Eram indiretas de cá, DM’s de lá, que a cada desabafo twittado, era um ponto de interrogação para ambas cabecinhas, acredito eu. E eu, insistia em dizer que tudo que eu escrevia não tinha nada a ver com você, mas era totalmente o contrário.

Primeiro encontro, segundo encontro, chocolates, surpresas... Foi assim que nossa ‘relação’ foi sendo construida. Tudo com gostinho de novo e muita adrenalina no coração.

E daí, o terceiro convite seguido do terceiro encontro. Fomos para Artur Nogueira, Cosmópolis e Holambra, respectivamente. Foi o dia em que ganhei um presente lindinho, o Albert, com nome escolhido dias depois, em homenagem ao seu sobrenome. Desde já, tornou-se inesquecível e hoje ocupa um espacinho em meu quarto.

Tarde perfeita, passeios, muito carinho, sabor de coisa nova e histórias sendo divididas.

E foi assim que nossa tarde foi escrita.

Mas o sábado não acabou por aí.

Logo mais, à noite, fui com uns amigos para Piracicaba. Tenho a certeza de que esse dia vai ficar marcado pra sempre na nossa memória.

Estava com o meu celular e o celular da empresa... E de repente, quem liga? Você! Dizendo que estava a caminho. Lembro que, antes de sair de casa, coloquei no twitter o trecho de uma música: ‘’ Vêm ficar do meu lado, coração.’’ Era pra ser visto como um convite mesmo, mas não imaginava o que ia acontecer horas ou minutos depois. E dali a pouco, estava você e seu irmão, vindo em minha direção. Você, falando no celular comigo (e eu ainda não o tinha visto). Acho que no momento que te vi, meu coração foi de 10 a 1000 por hora. Surpresa boa! Foi o dia batizado como o Dia do Seqüestro, ou seria Resgate? Não importa. Ficamos nós 3, num barzinho chamado Capitão Caneca, no andar de cima. No telão, estava rolando Ivete Sangalo, que por sinal você adivinhou!

E nesse dia, por incrível que pareça, tinha uma lua cheia maravilhosa estampada no céu. E com direito a foto!

E foi a partir daí que passei a me encantar e a me apaixonar (mais) por ela. E por você.

Por finalmente, Ela.

O tempo para decisão!

Após a primeira noite houve um tempo em que a única coisa que tínhamos entre nós era a distância e o gelo. Falavamos somente sobre as coisas do trabalho durente o horário comercial e estes eram nossos únicos contatos. Não havia um passo em direção a nada por parte de ninguém, realmente só havia a distâcncia que haviamos criado entre nós. Mas meus sentimentos me trairam colocando em xeque tudo aquilo que havia feito até antes da nossa primeira noite e me fez repensar sobre o caminho que havia trilhado até ali. Após 15 dias resolvi quebrar o gelo e tentar entender a distância para ver se a resposta me acalmaria. Mas a resposta para o convite de assistir a um filme veio com ar de dúvidas e tudo oque eu não precisava naquele momento era ter dúvidas sobre qual seria o meu destino e preferi entender como uma negativa aquele “não sei não”.
Passado exatos 23 dias, não suportando mais estar condicionado a viver uma vida que não gostaria de estar vivendo e sem as rédeas dela em mãos e não sabendo mais como pensar ou agir. Resolvi tomar a única decisão que um ser humano confuso e sem saber qual caminho trilhar poderia tomar, assumi que era pequeno demais para tentar responder as perguntas que a vida havia me feito. Dobrei os joelhos e cruzei as mãos no peito e pela primeira vez na vida agradeci a Deus de uma forma como nunca antes havia feito antes, abri o meu coração talvez para a única pessoa que poderia saber oque estava se passando nele e achei justo dividir minhas dúvidas e pedir para que iluminasse o caminho que deveria seguir.
Exatos 30 dias do nosso primeiro beijo o medo que havia dentro de mim se transformou numa euforia, como aquela criança que sonha com um brinquedo e sem mais nem menos ou esperar é atendida.
O sim que anciosamente esperava veio em forma de caracteres até hoje questionáveis, por mais claros e diretos para mim a primeira vez que os li era algo em que eu não podia acreditar. Mas as dúvidas aumentaram, eu tinha uma grande decisão a ser tomada e esta não poderia ser tomada olhando só para trás, nem pelo sim do presente porque até isto não representava um futuro, mas pelo meu próprio futuro. E acho que ali mesmo eu havia entendido o que Deus estava preparando, o que Ele estava querendo me dizer e tomei a decisão de mudar a minha vida e assumir sozinho todos os riscos que isto representava. Ficar ou partir era arriscado. Mas minha decisão estava tomada e a minha vida entregue nas mãos de Deus.
Nosso segundo encontro foi marcado com mais naturalidade, com menos distância e gelo, talvez com a mesma naturalidade que havia acontecido tudo entre nós. E para mim chegou a tão esperada quarta-feira, em que eu não havia planejado nada.... queria que tudo fosse transcorrendo normal por pior que a encruzilhada me parecesse, queria mudar de estrada com você. Pegar você pelas mão e mudar a sua estrada e a minha e fazer desta estrada nosso novo caminho. E fomos jantar meu prato predileto: pizza. Só que o nosso pedido demorou, talvez para dar tempo de dizer tudo que estava guardado dentro de mim, tudo que estava confuso em minha mente e se transformara nas coisas mais claras e obvias que eu poderia dizer. Como ser humano que sou e sabendo das minhas limitações em tomar decisões disse com todas as palavras que tomaria uma em relação a minha vida e não disse nem como, nem quando, nem onde e que não esperava que voltássemos a nos encontrar e acho que nesta hora fomos mais amigos do que qualquer outra coisa. Ainda que a noite tenha sido de muito carinho, abraços e beijos. Senti ali que você começava a me entender. Pois concordou comigo, não me prometeu apoio mas também senti que poderia contar com você. E nossa quarta-feira acabou mais uma vez no portão da sua casa e antes da meia noite.
Não precisei andar muito mais sozinho para que as coisas acontecessem naturalmente. Deus me deu a oportunidade de mudar o caminho e o destino da minha vida dois dias depois. Criei coragem dei um tapa na mesa e joguei tudo pra cima e no dia seguinte você foi a primeira pessoa a saber disto. Havia ali um prelúdio dos dias que se seguiriam.

E o tempo do SE e do esnoba também se foram, permanecendo apenas como trilha sonora

Ali estavam lançados os dados da nossa vida e até aqui Deus tem nos ajudado.

O Ele.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O nosso começo! O meu lado do nosso começo

Hoje eu vim aqui para registrar um pouco da nossa história. Esta é a minha versão é o meu lado da história, são as minhas lembranças e meus sentimentos de tudo isto.

Não sei bem ao certo em que momento nossa história começou, sei que nos conhecemos no trabalho e tínhamos muita afinidade, mas não éramos mais do que bons amigos de trabalho, você com sua vida pessoal com suas alegrias e tristezas, algumas vezes compartilhadas com todos do trabalho inclusive eu e outras apenas tentando esconder, como por exemplo: quando chorava e não nos justificava o motivo do choro. A verdade é que o seu choro muitas vezes me incomodou, me sentia de mãos atadas e com uma enorme vontade fazer algo por você, algo que te alegrasse pelo menos. Mesmo não sabendo os motivos do seu choro.
Eu também tinha minha vida, tinha minhas alegrias e tristezas e quase não chorava. E muitas vezes eu sobrevivia aos meus dias quando na verdade tinha esquecido de os viver. Havia deixado de lado os meus projetos e sonhos de vida e tinha até esquecido de mim e o pouco que havia sobrado de vida em mim muitas vezes morria quando minhas vontades estavam sempre em 2° Plano.

Numa noite de sábado em que “todo mundo espera alguma coisa de um sábado a noite”, tive a felicidade de falar com você via MSN e hoje também pouco importa quem chamou a quem, a verdade é que trocamos algumas palavras e eu naturalmente e sem segundas intenções a convidei pra assistir a um filme em casa, este era o terceiro convite que fiz e o primeiro em que você “acho que vou aceitar o seu convite” e eu disse que 15 minutos te buscaria. Estava em casa tranqüilo tomando whisky com energético, estava me sentindo muito bem este sábado! Lembro que fiquei feliz com sua afirmativa e tomei banho rápido e cantando. Logo estava no portão da sua casa, dei um toque no seu celular e você saiu, entrou no carro e sentou do meu lado. Perguntei se você queria beber alguma coisa em casa e logo sugeri Smirnoff – ice e você por gostar aceitou.
Fomos pra casa o filme era Crepúsculo que eu pela segunda vez iria assistir. Você deitou em minha cama e eu sentei no puff, afinal até sentando eu durmo durante os filmes e te avisei sobre isto. Depois de algum tempo assistindo ao filme e o sono não vinha, começou a passar um monte de idéias pela cabeça inclusive a idéia de atravessar a barreira da amizade e te dar um beijo, mas este não poderia ser pedido muito menos direto, tinha que acontecer naturalmente. Fui buscar mais bebidas pra nós, mas nos mantínhamos conscientes e na volta trouxe também um creme hidratante e pedi seus pés para fazer uma massagem. Queria de alguma forma tocar você e sentir qual seria sua reação. Você se assustou com o meu pedido mas também aceitou e confesso que nesta hora me senti quase um massoterapeuta. Acho que começou ali suas experimentações. Logo estava deitado ao seu lado na cama e assistindo ao filme, acho que do tempo que nos conhecíamos foi a vez em que minha boca ficou mais próxima da sua e ainda que na minha primeira investida você tenha recusado eu senti que ali poderia fazer algo por você e por mim. Mesmo entendendo sua recusa e aquele segundo antes de te beijar pela primeira vez que durou com toda certeza muito mais que um segundo. Nosso primeiro beijo aconteceu, meio desajeitado é verdade, mas logo nossos beijos se encaixaram, você estava em meus braços e muitos outros beijinhos aconteceram até o fim do filme. Mas não acabou quando acabou o filme, ficamos juntos até acabar o “ALTAS HORAS” em que demos muito risada com o “vale-night”. Você não tem noção do quanto eu torci, por medo, que aquela noite não terminasse. Mas logo me despedia de você em frente ao seu portão e senti uma estranha sensação que algo entre nós não estava bem, mais senti felicidade e senti que você também estava feliz. Voltei pra casa e esperei o sono chegar e assim terminou o primeiro capitulo de nossas vidas, que conta a história do nosso primeiro encontro, nosso primeiro beijo e o ponto de partida para os próximos capítulos da nossa história que continou e continua sendo escrita.

Há verdade é que entre nós nunca houve maldade só um sentimento: "...de Querer bem, de querer quem se tem..."

O Ele